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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Jesus Cristo não é objeto da religião, é Senhor do mundo.

Dietrich Bonhoeffe

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

A GRAÇA DA GARÇA - Estratagema de Deus

De que adianta tanta teologia se estivermos longe do Autor da Vida????


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A Graça da Garça


(a paz do senhor, agradeço pela rica oportunidade
Pois o momento é oportuno pra que alguém fale a verdade.
O Espírito Santo toma o meu ser e guia a ponta da pena,
Eu já começo a receber a Luz do grande estratagema.
Entrego todo o meu ser e toda minha premissa,
Então começa a nascer fome e sede de justiça.)

Crescemos acreditando em alguns personagens dos púlpitos,
Mas descobrimos que alguns da Liga da Justiça eram corruptos,
Mas ai de nós que temos espírito de ousadia,
No mínimo dirão que é espírito de rebeldia.
Deus tem o Espírito Santo, o diabo espírito imundo,
Os homens criaram espírito de rebeldia pra manter nosso espírito mudo.

Shhhii, calado! nem pense em fazer cara feia.
É melhor não discordar se quiser participar da ceia.
Eu vim pra fazer graça, mas não sorria porque é sério,
Foi fazendo essa mesma graça que morreu Martin Lutero.

Nossos teólogos respondem perguntas que ninguém fez,
Nossos representantes são servos submissos da altivez,
Eu prefiro seguir ao Mestre que nos ensinou a lição:
"aprendei de mim que sou manso e humilde de coração".

E os programas de tv que eram pra pregar Salvação,
Estão fazendo propaganda de igreja e divulgação de livros e revistas,
Cds e dvds e transformando o servo humilde em um fantoche em seus porquês.

Cadê a pregação da cruz?
Pegaram emprestado como emblema o nome do nosso Senhor Jesus,
Mas quando forem aplaudidos pensando que se deram bem...
Não se esqueça que Deus não divide Sua Glória com ninguém.

A graça da garça.
A arte de viver em meio a lama sem sujar as vestes.

Num país onde nosso futuro dorme em baixo de viadutos com
Frio, febre e fome, infelizes mentes de adultos,
Os nossos profetas diriam: "eis que também não vivem na luz"
E eu te pergunto no Evangelho o que diria Jesus?

O filho do homem não tem lugar pra reclinar a cabeça,
Alguém me explique este evangelho antes que eu enlouqueça!
Qual evangelho está certo? o de Jesus ou o da igreja?
Me explique irmão! porque esta expressão de surpresa?
Vejo que não é o mesmo evangelho, conquanto,
Nos ensinam a chamar nossas culpas de Espírito Santo.

Porque as mulheres que por Jesus foram perdoadas
Hoje por nós são vitimadas, julgadas e apedrejadas?

Por que o confesso é excluído? por que o possesso é incluído?
Por que os que foram injustiçados sempre fecham comigo?
Por que os que cobrem seus pecados são chamados de amigo,
Enquanto o confesso que pede perdão é humilhado e banido?

Eles bradam: arrependei-vos. sem arrependimento,
Depois que conheceram as riquezas já não pregam o arrebatamento.

Não acho ruim ter mansão, nem carro nem condição,
Nem lancha, nem ter dinheiro, nem jato nem avião.
Só digo uma coisa meu irmão, melhor prestar atenção:
"onde estiver seu tesouro estará também o coração."

Os nossos levitas fazem show, sua fama é um mundo ilusório,
Já não existe adorador, só animador de auditório.
Viram? eles já não levam mais a arca da aliança
Porque são carregados por um bando de seguranças.

Deus vê todas as coisas, nada lhe é oculto nas cidades,
Mas ainda procura quem O adore em espírito e em verdade.
E a nossa fé a cada dia vai descendo ao declive,
Deus destruiu sodoma e gomorra mas o seu Espírito ainda vive:

Quem não tem carro e dinheiro tem encosto,
Quem tem bens, ações e milhões paga o imposto,
Me diga, esse é o evangelho por Jesus Cristo proposto?
Porque o antigo brilho no olhar já não está no seu rosto?
Eles bradam como joão batista e são mestres,
Mas ninguém fica no deserto comendo gafanhoto e mel silvestre.

Terno de microfibra, sapato italiano modelo,
Mas ninguém quer ficar no sol vestindo pele se camelo.

Numa coisa eles imitam a João Batista, reconheça,
Receberam a missão de acabar perdendo a cabeça.

Loucos! e se hoje te pedirem a tua alma?
Louco! pra que te servirá todas as palmas?
Louco! se a selva de concreto se tornou tua mansão
Não se esqueça que nela deus soltou seu Filho, o Leão.

A graça da garça.
A arte de viver em meio á lama sem sujar as vestes.

Mas quem tem fome e sede de justiça farto será!
Eles falam em línguas estranhas o que eu faço é interpretar.
Ela desce a minha face, as vezes mais quente que o magma,
Eu interpreto língua estranha por que deus interpretou minhas lágrimas.

Arrependa-se, não viva mais uma vida de farsa,
Não deixe satanás sorrir do que você chama de graça.

Nós não precisamos de saquinho de sal pra apaziguar nossa guerra,
Nós somos a luz do mundo, nós somos o sal da terra!
Nós não precisamos de pedrinha de Israel
Porque temos a pedra de esquina chamada Deus emanuel!

Eu não quero pão de Jerusalém, nem mesmo água ungida,
Já bebi águas vivas, já comi o Pão da Vida!

Eu não creio em oração poderosa, dela eu tenho aversão,
Eu creio num Deus Poderoso que ouve a minha oração!

Eu pensei que eles não me aceitavam por causa do ritmo,
Mas agora sei que não me aceitam porque eu prego o Evangelho legítimo.
Mas como foi escrito nos tempos remotos da antiguidade:
Que eles rangeriam os dentes ao ouvir a Verdade.

Enfim no grande dia em que Deus mostrar seu poder,
Verá que o evangelho fez Graça, mas nunca brincou com você!

A graça da garça.
A arte de viver em meio a lama sem sujar as vestes.
.

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Falar é Prata

*Por Rubem Amorese

"Que eu aprenda a encontrar
mais prazer no ouvir do que no falar
"

Este ano pretendo falar menos.

Dizem que precisamos falar 15 mil palavras diárias para manter a sanidade. Será que precisamos dizê-las mesmo que ninguém esteja ouvindo -- ou gostando? E se a família se encontrar à noite, todos com suas cotas vencidas?

Bem, fica decidido também que, se eu sentir que estou entrando em crise de abstinência, então passarei a conversar com um gravador.

Falando sério, eu gostaria de evitar aquela sensação de “músico de churrascaria”, que toca para ninguém (mas, se faz um intervalo, o povo reclama, porque está pagando).

Não é birra, não. Na verdade, a intenção é ser mais relevante no falar. E, para isso, só falar quando for relevante -- para quem ouve.
1

Para viabilizar esse propósito, fixo algumas metas, no coração.

Tentarei me calar quando alguém estiver falando. Falar junto pode trazer um clima de “grande família” à conversa, mas cai na categoria “churrascaria”. Um recurso usado nessa hora é elevar a voz (90 decibéis está bom) para se sobrepor e fazer o outro calar. Tipo “vencer a parada” -- e gozar do raro prazer de completar a frase.

Nesse mesmo sentido, quero aprender a me calar quando for atropelado por outros falantes. Isso porque, mesmo que eu já esteja com o direito adquirido, se outro começar a falar antes de eu terminar, minha fala já estará carimbada de irrelevante.

Quero ficar atento ao interesse de meus interlocutores. Tenho a tendência de continuar falando só para completar a ideia, quando já estão de costas para mim (ou quando o grupo já desviou a atenção para outro, com cota vencida). Essa contínua avaliação, além de me ensinar sobre relevância, me ajudará a ser interessante no falar. E a transmitir “graça aos que ouvem” (Ef 4. 29).

Para falar menos, e ainda assim trazer graça, precisarei ser mais construtivo. São poucos os que se interessam por críticas -- e por críticos. Portanto, análises impiedosamente sérias, só “on demand”.
2 E nunca em grupo, pois podem não interessar a todos.

Outra ideia: linguagem ácida ou irônica, só se for engraçado. Como elemento de veemência ela pode passar a ideia de amargura. Falar mal de pessoas, nem “on demand”.

Finalmente, investirei em diálogos genuínos. Porém compensarei economizando em discussões, em ameaças -- aqui, precisarei cuidar também do olhar --, em broncas e em conselhos não solicitados.

Pedirei a Deus que me ensine a encontrar mais prazer no ouvir do que no falar.

Fui convidado a pregar numa grande igreja. Noite de muita agitação. Caravanas chegando. Mais de 5 mil lugares. Comecei o sermão e o movimento continuava.

Eu ainda saudava a igreja quando chegou um político, em campanha eleitoral, com seu séquito. Como eram evangélicos, subiram ao grande púlpito. Terminei a leitura bíblica e ainda havia gente arrastando cadeiras atrás de mim, para acomodar a comitiva ilustre. Percebendo estar falando sozinho, fiz um teste. Levantei a voz e disse: “E que Deus, assim, nos abençoe -- amém, irmãos?”. E ouvi um grande amém. Fechei a Bíblia, passei a palavra, e ninguém estranhou. Acho que fui construtivo.

“O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias” (Pv 21.23).

___________________________________________________________
• Rubem Amorese é consultor legislativo no Senado Federal e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia e Fábrica de Missionários -- nem leigos, nem santos.

Fonte: Revista Últimato - Ano XLII - N.322 - Jan Fev 2010 - Ponto Final - Pg 66

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Repetindo! De novo...

Não me canso de postar estes textos. Não é a primeira, nem a segunda vez, aliás, já perdi a conta. Devem ser reflexões pra se fazer por toda vida, afinal, somos profundamente propensos ao egoísmo, o que nos leva a nos colocar sempre acima de outros. Acontece, que, uma sociedade não pode funcionar assim. E nesta ultima segunda, conversando com meu Pastor, homem que não me canso de ouvir, falou algumas palavras chaves que pra mim se tornaram parte das minhas infinitas citações que eu prezo tanto:


"Muitas vezes nos cansamos de ouvir sempre as mesmas coisas, mas as pessoas não param para pensar que se as elas praticassem, não precisariam ouvir mais. Acontece que quando você passa a praticá-las, o que você ouve não cansa mais, independente da quantidade de repetições, porque aquilo já se tornou parte da sua vida, e se tornou citações naturais das quais não precisamos fugir mais" Pastor Marcílio Guerra.

Eu precisei a aprender a praticar o que estes textos dizem, e quando comecei, percebi que le-los sempre me ajuda a manter minhas ações saudáveis. Que estes textos tragam saúde para você também:

Os Se7e Pecados Capitais

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Teologia

Um amigo meu (André Filipe) postou um texto no Facebook hoje, e me surpreendi. Não posso deixar de citá-lo neste blog:

"Hoje faria tudo diferente.
Começaria por informar meus leitores de que teologia é uma brincadeira, parecida com o jogo encantado das contas de vidro que Hermann Hesse descreveu, algo que se faz por puro prazer, sabendo que Deus está muito além de nossas tramas verbais. Teologia não é rede que se teça para apanhar Deus em suas malhas, porque Deus não é peixe, mas Vento que não se pode segurar...
Teologia é rede que tecemos para nós mesmos, para nela deitar nosso corpo. Ela não vale pela verdade que possa dizer sobre Deus (seria necessário que fôssemos deuses para verificar tal verdade); ela vale pelo bem que faz à nossa carne."

Rubem Alves

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